No último dia
19 de março, aconteceu em Brasília no Congresso Nacional uma Audiência
Pública sobre a nova tecnologia de controle de arroz vermelho: arroz
transgênico LL62 da Bayer.
A convite da CTNBio (Conselho
Técnico Nacional de Biossegurança), o Engenheiro Agrônomo da CAMNPAL
José Mário Tagliapietra e mais 11 especialistas falaram sobre o tema.
Tagliapietra proferiu uma apresentação sobre a “Importância do Manejo
de Plantas Daninhas na Lavoura de Arroz de Agricultura Familiar”.
A nova tecnologia da Bayer, consiste
em uma cultivar de arroz irrigado modificada geneticamente para resistir
ao Glufosinato de Amônio - herbicida usado no controle da ervas daninhas,
principalmente o arroz vermelho. A erva daninha - arroz vermelho é
a que mais causa danos não só em produtividade como também na qualidade
final do produto.
Segundo o Agrônomo José Mário,
o produtor vem realizando hoje várias práticas de controle do arroz
vermelho, que vão desde as mais simples (uso do gafanhoto, capinadeira,
catação manual do arroz vermelho, ...) até as mais avançadas (Sistema
de Cultivo Semi-direto, Sistema Pré-germinado e por último Sistema
Clearfield). Mas, para ele, estas práticas não estão sendo suficientes
para controlar o arroz vermelho e o produtor precisa de opção para
promover a rotação de tecnologia. “São mais de 60 anos de cultivos
na mesma área, e esta área necessita de tecnologia para continuar
produzindo”.
Sobre a nova tecnologia, Tagliapietra
comenta que a lavoura de arroz está clamando por alternativas de controle
eficiente do arroz vermelho: isso é bom para o produtor e bom para
a lavoura. “Nós estamos de braços abertos”. A Pesquisa deve trazer
sempre novas tecnologias. Se estas tecnologias forem boas e seguras
o mesmo é favorável em aplicá-las tecnicamente.
Na visão de Tagliapietra e da
CAMNPAL, esta nova tecnologia deve considerar três segmentos importantes
da Sociedade: as necessidades do Consumidor, do Produtor e do Meio
Ambiente.
a)
Consumidor:
-
Não pode afetar a qualidade final do produto;
-
Nem pode trazer problemas para o consumidor.
b)
Produtor:
-
Que seja mais uma ferramenta no controle do arroz vermelho e demais
ervas daninhas;
-
O produtor precisa de Assistência Técnica e acompanhamento;
-
Resultando com isso uma vida mais leve e menos sofrida ao produtor.
c)
Meio ambiente:
-
Que esta tecnologia não venha colocar em risco os que convivem com
a água e que não
cause danos à flora e fauna.
“Sendo assim, somos favoráveis”.